Supergrupo Bruxas Exorcistas apresenta o single “Vade Retro Satanás”

A nova banda é formada pelas amigas e artistas Apolonia Alexandrina (anvil FX), Camila Costa, Érika Martins, Luísa Matsushita (Lovefoxxx, CSS), Maria Paraguaya (Escambau e Banda Cigarras) e Virginie Boutaud (Metrô).

Texto Isabela Yu
Foto Divulgação

Unidas pela música, feminismo, cólera, o amor e a ânsia pela revolução, as sete amigas e artistas, se dividiram para a criação do single “Vade Retro Satanás”, estreia da banda Bruxas Exorcistas pelo selo Maxilar. O supergrupo é formado por Apolonia Alexandrina (anvil FX), Camila Costa, Érika Martins, Luísa Matsushita (Lovefoxxx, CSS), Maria Paraguaya (Escambau e Banda Cigarras) e Virginie Boutaud (Metrô). 

Divididas entre França e Brasil, a música surgiu no violão de Virgnie, que mora em Toulouse, mas conta as vozes das bruxas exorcistas espalhadas por Curitiba, Garopaba e São Paulo. “Não queremos ouvir e assistir tanta crueldade, racismo, homofobia, preconceito, dor, morte e destruição. Queremos respeito para tod@s na diversidade. Queremos alegria de viver, paz e amor”, explicam. 

Qual é a história de “Vade Retro Satanás”? 

Nossos ideais de vida são bastante parecidos: somos mulheres, músicas, ativistas, várias de nós são veganas e queremos um mundo diferente deste que está triste. A cólera que sentimos diante da atual gestão, de tantas mortes, destruição e do pouco de reação por parte de tantos, nos incita a estilar uma energia revolucionária. A cólera nos move, queremos nos juntar aos cada vezes mais numerosos atores de uma mudança profunda. 

Como vocês enxergam a importância de se posicionar no Brasil de Bolsonaro? 

Uma questão de sobrevivência, e de altruísmo, nos posicionarmos contra todas as formas de discriminaçao e negacionismo. Não é possível calar-nos e fazer de conta que nada acontece, enquanto mais de 500 mil pessoas morreram, e morrem a cada dia, por conta da gestão criminosa durante a pandemia. Rios estão sendo envenenados com mercúrio, desflorestação acelerada, queimadas, abandono da população mais carente, nenhum auxílio aos artistas, censura, fake news.  

Nossos irmãos dos povos indígenas estão nos dando, uma vez mais, uma lição de resistência – devemos defender a diversidade e a vida digna.  E hora de crescer e nos assumir: se errei, conserto, e se acredito em algo, então largo mão dos meus temores e egoísmo e defendo ideais. Queremos nos olhar no espelho sem sentir vergonha.Todo silêncio se torna conivente e criminoso. 

3 músicas políticas 

“Era o Amor de Alguém” – Nenung, Moreno Veloso, Lulina, Edo Portugal

“Vamos Derrubar o Governo” – Doralyce 

“SAI FORA BOLSONARO”- Brothers of Brazil